terça-feira, 14 de outubro de 2008

“For the past few weeks cars, motorbikes and even fishing boats across Brazil have been decorated with flags and stickers bearing the name of a candidate and the number of a party list. This visual bombardment has been backed up by jingles of maddening repetitiveness, blared out from lorries and cars, designed to hypnotise voters before they cast their ballot in the first round of municipal elections, which took place on October 5th"


Definição perfeita da revista The Economist sobre as eleições brasileiras.

É justamente por isso que das 10 pessoas que perguntei o por que de seus votos, todas responderam "por que gosto dela" ou "por que ela não é simpática". Você vai votar ou transar com o político?!

A cidadania alienada de um indivíduo não pode atrapalhar a cidadania de outro. Por isso, Quem sabe a solução ideal para o Brasil seja submeter os eleitores a um teste de QI. Somente após a aprovação no teste o indivíduo teria autorização para votar.

É drástico mas eficiente. Descarta incompetência.



sexta-feira, 18 de abril de 2008


Mesmo morrendo de arrependimentos, mesmo dizendo que o amor não existe, mesmo concluindo que realmente não existe a cada dia que passa e descobrindo a verdadeira alma das mulheres através delas mesmas, eu estou sempre matutando viver isso. Afinal, vivemos nessas fases idiotas de querer ir vivendo até chegar o momento do ápice da felicidade, em que você anda tão feliz vivendo de amor próprio que quer se amarrar novamente. Parece não ter lógica nenhuma não é? Mas todo mundo entende isso.

Essa semana foi interessante. Estava eu trocando uma breve idéia com uma amiga quando o candidato a besta dela passa ao nosso lado e ela começa a fazer aqueles comentários cretinos que as mulheres sempre fazem mas adoram atribuí-los aos homens. Já me sentindo como uma mulher e quase consertando a posição da calcinha, escuto a bendita frase da bichinha: “Olha! Ele entrou no estacionamento! Vamos ver o carro que ele vai entrar!”. Na moral, eu senti vergonha pelas mulheres nesse momento. Outras frases como “Ele tem um carro X? Vou namorá-lo”, “O bom de estar com ele é que eu não gasto com nada” e mais algumas andaram me impressionando bastante essa semana. Seria a riqueza de um homem o que o define como pessoa?

Posso até pensar “As mulheres inteligentes não são assim”, mas talvez, apesar de não concordar com isso, mulher não inteligente, pra não dizer burra, seja aquela que vive de amor. Como diz outra amiga: “Amor não mata fome menino!”. Bem, eu realmente não concordo com isso, prefiro as inteligentes que aparentam ser burras, e deixo as mulheres bonitas para os homens sem criatividade.

Então vamos direto à quem é especialista nesse assunto, Vinícius de Moraes. Ninguém melhor para falar de amor do que quem jurou amor eterno em nove casamentos, isso sem contar os relacionamentos ante, extra e entre conjugais. Um trecho do soneto do amor total me clareia as idéias sobre a existência e a extrema futilidade envolvida nisso: “Amo-te como um bicho, simplesmente, de um amor sem mistério e sem virtude, com um desejo maciço e permanente...”. Alterando suas palavras, só posso dizer uma coisa: que seja eterno enquanto dure esse amor, essa paixão, essa amizade, esse respeito, essa compra, essa troca, esse poder...... Seja lá o que for essa loucura.

Mas ainda existem mulheres românticas. Darei como exemplo o blog de uma grande amiga com um post que fala sobre “Por que os homens sempre escolhem as mulheres básicas?” http://psiquenopaisdocaos.blogspot.com/.

Bem, saí totalmente dos assuntos iniciais desse blog, mas se repararmos no seu subtítulo, podemos colocar esse post no grupo dos devaneios. Mas não é bem verdade? Talvez romântico demais pras mulheres e veadinho demais para os homens, é isso que penso.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Hoje ao checar a caixa de correspondências eu me deparei com um varal improvisado com minhas roupas no meio da área que dá para a rua, então, de forma carinhosa, protestei com minha avó: “Vovó... a senhora sabe que os pintas que passam aqui pela rua já roubaram uma ruma de roupa minha, por que insiste em pendurá-las aqui?”. Devido a um problema de memória ocasionado pela idade, e suspeito eu, que também seja algo genético (infelizmente para mim), ela respondeu-me perguntando: “Roubaram?”.

O ponto é que ao entrar, passando pela sala em direção ao meu quarto, a minha prima de 9 anos de idade, que mora em Brasília e está passando suas férias aqui em Natal me olha sorrindo, e eu como um bom priminho, devolvi o sorriso na mesma intensidade, até o momento que ela me pergunta algo: “Por que eles roubam? Eles têm preguiça de comprar?”. Preguiça?!?!?!?!? ela matou o meu sorriso a facadas com essa pergunta. As mulheres sempre me surpreendem, seja lá qual for a idade...

Brincadeiras a parte, nesse momento se passaram várias coisas pela minha cabeça, principalmente sobre política e economia. Me deu vontade de criticar modos de produção, de falar sobre o atual governo e até de criticar a educação. Então eu caí na real e lembrei que eu estava a falar com uma criança de 9 anos que o diálogo mais sensato que eu tinha tido com ela tinha sido sobre o macarrão instantâneo da Turma da Mônica.

Toda essa tolice é pra justificar a criação deste blog. A idéia surgiu de uma conversa com um professor aposentado da UFRN, que enfatizava a idéia de escrever artigos e depois jogá-los no lixo apenas para adquirir experiência. Juntamente com isso, no livro “O mundo é plano” de Thomas L. Friedman, se fala bastante sobre o fenômeno “blog”, e o quanto isso anda globalizando o mundo e dando força política aos civis, além de uma veiculação da informação a prova de interesses políticos, o que é bem interessante.

Sinceramente, não sei como anda o movimento “bloguista” aqui no Brasil, mas sei que um dia vai ser forte o suficiente para isso. Eu, só quero expor minhas idéias e conhecer alguns blogs interessantes.